A Ruído Sonoro teve a oportunidade de entrevistar a jovem e promissora banda francesa que neste ano de 2012 lançou “Sun’s Heat”, um EP de proporções monolíticas. Houve espaço para nos falarem um pouco da sua inspiração e até para uma curiosa gafe nossa relacionada com a voz de Valentin Lurthy.

Ruído Sonoro: Antes de mais, falem-nos um pouco de “Sun’s Heat”, o seu conceito e a sua inspiração.

Taste The Void: O calor do Sol [“Sun’s Heat”] é a origem da vida e em geral o Sol é a origem de tudo aquilo que somos feitos. Quando o Sol morrer, a nossa matéria irá regressar onde ela pertence, fazendo um ciclo cósmico inquebrável. Mas não o podemos sentir visto que as únicas coisas de que podemos sobre o nosso Sol-Mãe é a luz e o calor…

RS: A banda é recente e já adquiriu o seu próprio som. Conseguem mencionar algumas influências que vos ajudaram a chegar a este ponto?

TTV: Nós estávamos mesmo muito dentro da música post (rock, hardcore…) no início visto que tínhamos um cultura metal/hardcore em comum, mas as nossas inspirações actuais são muito mais variadas que isso. Nós todos somos entusiastas de quase todo o tipo de música de qualquer era, mas provavelmente a nossa maior inspiração para o “Sun’s Heat” foi o minimal techno que ouvimos no quente Verão de 2011 (Rone, Paul Kalkbrenner, Trentemøller…). Nós estamos mesmo dentro da música em geral, primeiro como ouvintes, e o projecto com Taste The Void foi estar dentro dela como músicos e para nos expressarmos de forma simples, para não tentar listar-nos num estilo musical definido.

RS: Como tem sido a aceitação do vosso trabalho em geral?

TTV: Muito boa. Todas as análises têm sido óptimas e ainda não demos conta de uma análise negativa ao “Sun’s Heat” até agora!

RS: Um dos momentos mais marcantes do vosso EP dá-se com a voz extra feminina em ‘Disruption’. Quem é ela e como se sentem sobre a sua inclusão? Há mais algum convidado em “Sun’s Heat”?

TTV: Não há convidados no “Sun’s Heat”, este é o nosso vocalista. De facto essa parte foi um pouco experimental mas estamos satisfeitos consiga fazer isto também.

RS: Este EP foi lançado por vossa conta. Foi uma escolha vossa?

TTV: Não. Claro que tentámos uma editora. Estivemos muito próximos de assinar com algumas editoras europeias e americanas, mas nada é indubitável a nosso ver. Estamos desapontados.

RS: Preferem actuar ocasionalmente ou procuram digressões extensas enquanto banda?

TTV: Não temos preferência porque nunca tivemos real oportunidade de realizar uma digressão extensa… Actualmente metade de nós ainda estuda, portanto é extremamente difícil para nós entrar em digressão. Estamos a tentar e talvez estejamos habilitados a fazê-lo em 2013.

RS: Encontram-se a planear o lançamento de um registo de longa-duração no futuro próximo?

TTV: Estamos neste momento a trabalhar nele. O conceito segue o “Sun’s Heat” e nós estamos a tentar evoluir musicalmente para tornar a nossa música o menos cíclica possível.

RS: Obrigado por nos terem recebido. Há alguma palavra que gostariam de deixar à audiência portuguesa?

TTV: Antes de mais obrigado pelo vosso tempo e energia. Nós esperamos mesmo um dia conseguir actuar no vosso país maravilhoso…

 

// Nuno Bernardo

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