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Straight From Within

REVOLUTION WITHIN – Straight From Within

Banda: Revolution Within
Álbum: Straight From Within
Data de Lançamento: 24 de Setembro de 2012
Editora: Rastilho Records
Género: Thrash/Groove Metal
País: Portugal

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Membros:

Raça – Voz
Matador – Guitarra
Adriano – Guitarra
Nuno Almeida – Baixo
Rui Silva – Bateria

Membros convidados:

Hugo Andrade (Switchtense) – Voz em ‘Pull The Trigger’
Bruno Capela (Damnull, Echidna) – Voz em ‘Anger Mode: On’

Alinhamento:
01. Disappearance (Intro)
02. Pure Hate
03. Without Recognition
04. Straight From Within
05. Pull The Trigger
06. Revenge Now
07. Bleed
08. Evil(ution)
09. Only The Stronger Will Survive
10. Unleash The Anger
11. Anger Mode: On

Sediados no norte do nosso país, Revolution Within é uma banda que a seu ritmo conquista um lugar nas referências do metal português. Com uma composição mais refinada, “Straight From Within” sucede a estreia “Collision” e em todos os aspectos assume-se como um passo em frente. É um trabalho mais maduro e vibrante que justifica o crescimento da banda, contendo riifs carregados de groove .

Novamente com o selo da Rastilho Metal Records, editora portuguesa que teima em conter um catálogo cada vez mais rico e invejável dentro do panorama nacional, este “Straight From Within” tem a responsabilidade de apontar o foco para o nome dos Revolution Within – a banda continua em ascensão e a presença no Vagos Open Air 2011 não ocorreu ao acaso. As faixas ‘Pure Hate’, ‘Without Recognition’, ‘Straight From Within’ e ‘Pull The Trigger’ (esta com bónus de pujança graças à agressividade vocal de Hugo, dos moitenses Switchtense) ostentam ódio e raiva directos do interior de quem as compôs. Líricas como «Get out of my way or you will pay / Pure fucking hate!» e «Against this faked world / I realized that everything is left behind» revelam-se capazes de inspirar quem se sente indignado com o mundo em seu redor e também se manifestam linhas para serem exclamadas pela audiência dos palcos que a banda irá pisar para apresentar este novo registo. A sua produção proporciona uma dimensão extra aos palm mutes e aos breakdowns e condensa a intensidade de uns Dew-Scented, por exemplo. Ainda que os primeiros temas se destaquem mais dos restantes, nenhuma das onze faixas se assume como um filler e há sempre algo novo a retirar da faixa que se segue. Os Revolution Within mostram-se raivosos e moventes com um par de faixas motivantes no fecho do álbum, onde Capela (de Damnull e Echidna) participa para activar a ira.

A estrada é longa, mas os Revolution Within dão passos largos. E citando a nona faixa, «apenas os mais fortes irão sobreviver» e guardar o seu nome nas lides do metal nacional.

// Nuno Bernardo

 Classificação: 75/100

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