Tragic Idol

PARADISE LOST – Tragic Idol

Banda: Paradise Lost
Álbum: Tragic Idol
Data de Lançamento: 23 de Abril de 2012
Editora: Century Media Records
Género: Gothic Metal
País: Reino Unido

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Membros:

Nick Holmes – Voz
Gregor Mackinthosh – Guitarra
Aaron Aedy – Guitarra
Stephen Edmondson – Baixo
Adrian Erlandsson – Bateria

Alinhamento:
01. Solitary One
02. Crucify
03. Fear Of Impending Hell
04. Honesty In Death
05. Theories From Another World
06. In This We Dwell
07. To The Darkness
08. Tragic Idol
09. Worth Fighting For
10. The Glorious End

Os pioneiros do doom/death britânico, ao lado de Anathema e My Dying Bride, são também conhecidos por serem um dos progenitores do metal gótico. Os Paradise Lost têm para trás um historial invejável, lançando marcos do género como “Draconian Times” e “Icon”. Desde esses lançamentos, alguns artistas têm-se inspirado e ajudado a redefinir o género… mas os Paradise Lost são dos poucos que o fazem com distinção e mantêm-se na realeza do metal. “Tragic Idol” é já o 13º álbum da banda, onde é inserida uma onda muito mais pesada e poderosa em troca do rock gótico dos últimos trabalhos.

A estabilidade da banda tem sido o pilar para uma carreira tão sólida – desde 1988, data da sua formação, a única posição que se alterou foi a do baterista. Depois de Matthew ‘Tudds’ Archer como baterista original, Lee Morris até 2004 e Jeff Singer até 2008, a banda conta actualmente com um nome lendário dos bateristas da especialidade – Adrian Erlandsson, que se juntou depois do lançamento do anterior “Faith Divides Us – Death Unites Us”. Este novo baterista é então uma brutal adição ao som da banda em termos de velocidade e técnica (algo que o seu trabalho em Cradle Of Filth, The Haunted e nos ‘seus’ At The Gates dá para apreciar). Ainda que os Paradise Lost não exijam tais níveis de habilidade, é notável o trabalho na faixa ‘Theories From Another World’. Ainda assim, o álbum alterna entre os seus elementos mais habituais: os riffs de doom como os de ‘Solitary One’ e o som mais gótico de faixas como ‘Fear Of Impeding Hell’ ou ‘In This We Dwell’. Nick Holmes é, notoriamente, um enorme destaque neste álbum pela variedade de vozes que oferece ao ouvinte – as suas influências em Killing Joke e a voz de Jaz Coleman mantêm-se, mas aprimoradas pela procura de um tom mais gótico e barítono como em ‘Tragic Idol’ e ‘The Glorious End’ e de algo mais harmonioso em ‘Worth Fighting For’. Para além disso, a produção, a melancolia, o peso, a velocidade e a harmonia dos elementos que caracterizam os Paradise Lost encontram-se na quantia certa para proporcionar uma excelente audição.

Um exemplo perfeito de tudo o que Holmes, Mackintosh, Aedy e Erlandsson são capazes e de tudo o que os Paradise Lost simbolizaram ao longo dos anos 90, este “Tragic Idol” é também quase um auto-tributo. Irá agradar, facilmente, a uma grande parte dos seguidores da banda e dos fãs de metal do género.

// Nuno Bernardo

 Classificação: 85/100

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