Moledo é palco, pela segunda vez, do Sonic Blast, festival dedicado ao hardcore, ao rock psicadélico e, porque é Verão e fica bem, contava ainda com uma piscina e uma churrascada, factor mais que interessante nesta altura do ano e que agradou aos presentes. Mas passemos à música.

Eis que Gesso abre o festival propriamente dito, apesar do atraso e trazendo consigo um rock psicadélico estritamente instrumental, a banda oriunda de Santo Tirso serviu de aperitivo ao que o resto do dia seria, riffs impecáveis e uma destreza musical de toda a banda, deixaram logo as expectativas altas, muita gente ainda disfrutava da piscina e do Sol, não estando o recinto ainda completamente composto, mas nem assim os Gesso se demoveram de dar um concerto exemplar e de excelente nível musical.

De seguida subiram ao palco os Freeloader, a banda de Viana do Castelo trouxeram um hard rock com cheiros a stoner, onde a presença do vocalista se fez notar, o recinto ainda por compor já mostrava sinais de vida e a banda apresentou um set bem carregado da energia do hard rock.

Equations entram em placo com o seu math rock bem longe do que até agora se tinha ouvido, esta banda, com membros oriundos um pouco de todo o país, trouxe ao palco um som bem peculiar, mas nem por isso menos interessante, com vocalizações bem fora do comum e um instrumental trabalhado de forma bastante diferente das duas anteriores (e das que seguiriam), os Equations chamaram decerto a atenção do público.

É então que Killimanjaro, banda de Barcelos, traz de novo o hard rock ao palco, mais uma vez com toques de stoner, trazem também consigo muito público, pois o recinto começa finalmente a ficar muito composto, de notar o humor e boa disposição do vocalista/guitarrista, que apesar de ter partido as cordas da guitarra duas vezes, soube sempre manter a excelência musical, tal como os restantes membros da banda.

Para fechar a primeira parte do festival, antes de uma merecida hora de jantar, sobem ao palco, oriundos de Vigo, os We Ride, hardcore redigido por uma vocalista, a banda causou a primeira de duas moshpits do festival, dando espaço ao pézinho de dança hardcore, o concerto seguiu de forma passada e rápida tal e qual as músicas da banda o previam, deixando o público pronto para algum descanso e jantar.

Após o intervalo subiram ao palco os Mr. Miyagi, a banda de Viana do Castelo e o seu hardcore punk veio de novo animar o festival, rapidamente encheram o recinto e puseram logo o público a vibrar, e que melhor de finalizarem o seu espectáculo do que com uma invasão de palco em massa?

E terminando o hardcore, voltou-se ao rock, mais psicadélico ainda, também oriundos de Barcelos, os Black Bombaim fecharam ainda a lista de bandas portuguesas, e que melhor maneira de fechar e provando mais uma vez serem um dos nomes de referência no género em Portugal, a banda preparou da melhor maneira possível o terreno para os cabeças de cartaz.

Eis então, vindos da Alemanha, os Samsara Blues Experiment, trouxeram o rock psicadélico dos seus dois álbuns ao palco, um espéctaculo visual e musical em tudo dentro do que rock psicadélico significa, o espaço estava cheio e a banda celebrou assim uma prestação excepcional e uma das melhores da noite.

E vindos da Holanda e prontos a encerrar a noite, entraram em palco os Sungrazer, o público parecia ansiar pelo rock psicadélico da banda, e os holandeses não poderiam ter feito melhor prestação, com um set que deixou toda a gente delirante e com um encore que rendeu até quem pouco conhecia da banda, os Sungrazer foram sem dúvida o concerto do festival, onde deram espaço até a uma brincadeira com um fã, que se tinha instalado numa das colunas em frente ao palco e que deu aso ao baixista partilhar o seu baixo, o final foi um tanto ou quanto catastrófico, para o fã claro está, pois a sua tentativa de crowd surf resultou numa queda bastante aparatosa.

E assim terminou a segunda edição de um festival que tem tudo para se tornar em breve um ponto de referência dos festivais em Portugal, para o ano há mais.

Texto e Fotografias por: Pedro Resende

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