Yellow & Green

BARONESS – Yellow & Green

Banda: Baroness
Álbum: Yellow & Green
Data de Lançamento: 17 de Julho de 2012
Editora: Relapse Records
Género: Progressive Metal/Stoner Rock
País: EUA

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Membros:

John Baizley – Voz, Guitarra, Baixo, Teclados
Peter Adams – Voz, Guitarra
Allen Blickle – Bateria, Percussão, Teclados

Alinhamento:
Disco 1 (Yellow)
01. Yellow Theme
02. Take My Bones Away
03. March To The Sea
04. Little Things
05. Twinkler
06. Cocainium
07. Back Where I Belong
08. Sea Lungs
09. Eula

Disco 2 (Green)
01. Green Theme
02. Board Up The House
03. Mtns. (The Crown & Anchor)
04. Foolsong
05. Collapse
06. Psalms Alive
07. Stretchmaker
08. The Line Between
09. If I Forget Thee, Lowcountry

A história da banda X, ou qualquer que seja a incógnita em questão, que começou por praticar música muito pesada e que ‘amoleceu’ ao longo dos anos já está mais que contada e os exemplos são cada vez mais flagrantes. Se em 1991 sentimos que os Metallica fugiram do thrash convencional e que os Opeth deram a machadada final no metal no ano passado com “Heritage”, este “Yellow & Green” bem que pode entrar nesse lote. Os Baroness sempre foram colocados ao lado dos Mastodon, muito por culpa das semelhantes influências e estilos praticados. Enquanto a banda de Atlanta procura um público cada vez mais vasto e o sucesso não lhe vira as costas, estes Baroness tratam de uma transição muito mais radical. Álbum duplo, guitarras menos distorcidas e vozes menos berrantes. A cara é a mesma, a banda é a mesma, a qualidade é a mesma.

Se a banda, já há muito a lançar material de complexa e delicada qualidade, ainda não tinha obtido a projecção desejada, isso deve acabar por se concretizar com este lançamento. Se o “Red Album” foi uma autêntica bomba e “Blue Record” algo ainda mais bonito, este “Yellow & Green” junta as suas cores para defender um som mais harmonioso e doce, em contraste com os massivos riffs e pedaladas algo brutais por parte dos álbuns anteriores. John Baizley e companhia emergem agora numa subtil procura do rock alternativo e as primeiras audições do álbum podem-se tornar algo dolorosas e intoleráveis aos ouvidos mais inclinados para os elementos essenciais do metal – especialmente por este conter um total de 18 temas e ter praticamente uma hora e meia de música nova para digerir. Ainda que existam algumas réplicas do som anteriormente praticado (como é o caso de ‘Take My Bones Away’ ou até ‘Board Up The House’), tudo o resto parece soar completamente renovado com uma produção estupidamente bonita. Os toques folk de ‘Twinkler’ ou ‘Foolsong’ são deliciosos e até a introdução do single ‘March To The Sea’ tem uma invulgar beleza. Tudo isto proporciona um álbum muito diferente, com duas partes bastante distintas (com um primeiro disco possivelmente melhor conseguido) e que pode ferir muitas susceptibilidades aos fãs mais incomodados com mudanças. Haverá quem defenda que isto nem se trata de metal, mas a banda parece pouco interessada em rótulos.

Os velhos fãs devem ficar algo divididos, mas não é impensável recomendar este trabalho a fãs de uns Foo Fighters, por exemplo. É uma bonita obra, disponível para ser cantada e para encantar… a começar pelo já excelente trabalho na sua artwork, algo que o próprio John Baizley já nos habituou ao longo dos tempos.

// Nuno Bernardo

 Classificação: 82/100

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  • Guilherme

    Parabéns pelo texto. Gosto de como o Baroness se conduz. Ouvi o novo pela primeira vez completo nesse exato momento. Minha primeira impressão é bem parecida com a sua : um misto dos dois primeiros discos