Banda: Ihsahn
Álbum: Eremita
Data de Lançamento: 18 de Junho de 2012
Editora: Candlelight Records
Género: Black/Progressive Metal
País: Noruega

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Membros:

Ihsahn – Voz, Guitarra, Baixo, Teclados

Membros convidados:

 Tobias Ørnes Andersen (Leprous) – Bateria
Jørgen Munkeby (Shining) – Saxofone
Einar Solberg (Leprous) – Voz em ‘Arrival’
Devin Townsend – Voz em ‘Introspection’
Jeff Loomis – Guitarra Solo em ‘The Eagle And The Snake’
Ihriel (Star Of Ash) – Voz em ‘Departure’

Alinhamento:
01. Arrival
02. The Paranoid
03. Introspection
04. The Eagle And The Snake
05. Catharsis
06. Something Out There
07. Grief
08. The Grave
09. Departure

Desde a explosão do black metal norueguês em meados dos anos 90 que o músico Vegard Tveitan, mais conhecido por Ihsahn, é um dos mais importantes e referenciados nomes deste género. O seu trabalho na ‘liderença’ dos Emperor, assim como a sua característica voz, é algo que muitos recordam e o próprio não quis desperdiçar a oportunidade de se lançar a solo após a separação da lendária banda. Depois da trilogia composta pelos três primeiros álbuns, “The Adversary”, “angL” e “After”, Ihsahn deixou para “Eremita” uma veia ainda mais livre e criativa para conjugar com o seu típico génio na hora de compor.

Responsável por quase toda a composição verificada no álbum, conta também com uma boa mão cheia de convidados. Logo na primeira faixa, é Einar Solberg (dos jovens Leprous) que dá o seu contributo – habitual teclista de Ihsahn ao vivo, coube a ele encher ‘Arrival’ com a sua voz limpa e algo épica. Não menos épica é a voz do canadiano Devin Townsend em ‘Instrospection’, aliada ao instrumental coeso e poderoso do noruguês, fazendo-nos pensar que parece impossível fazer algo superior ao conseguido. E até mesmo o solo de guitarra de Jeff Loomis em ‘The Eagle And The Snake’ não parece assim tão espectacular tendo em conta a capacidade de Ihsahn em escrever e tocar secções do género. A contribuição mais significativa acaba por acontecer no fecho do álbum – ‘Departure’ conta com a bela voz da sua esposa Heidi “Ihriel” Tveitan, fazendo recordar os tempos em que ambos uniam os seus talentos em Peccatum ou Hardingrock. Andersen e Munkeby têm também o seu papel preponderante em “Eremita”, sendo novamente o baterista e saxofonista (respectivamente) de eleição por parte de Ihsahn.

Fora os convidados, é um álbum pleno e cheio de talento do músico, tal como já nos tem habituado ao longo dos anos. A sua rasgada e agressiva voz não perde a força, assim como a sua guitarra de oito cordas não descansa dos megariffs lançados. Um bom exemplo disto é ‘The Paranoid’, uma música quase a invocar uma faixa de “Prometheus – The Discipline Of Fire & Demise”, que foi o último álbum de originais lançado pelos seus Emperor. Mais uma prova de que, por muito mais valor que tenham os restantes membros da sua antiga banda, era Ihsahn o principal responsável por atingir estes picos.

Uma fonte quase inesgotável de ideias, umas mais bem conseguidas que outras, mas assim é Ihsahn. Seja a rasgar as cordas vocais ou a utilizar os seus cleans, a verdade é que parece altamente improvável que o próprio consiga jogar mal as cartas – sempre que coloca qualquer coisa nova nos nossos ouvidos, candidata-se automaticamente a um dos mais referenciados álbuns do ano. Assim foi em 2006 com “The Adversary”, assim foi com “angL” em 2008, assim foi com “After” em 2010 e assim é com “Eremita” em 2012. Dado o ritmo, em 2014 espero poder repetir este conceito.

// Nuno Bernardo

 Classificação: 93/100

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