Banda: Overkill
Álbum: The Electric Age
Data de Lançamento: 27 de Março de 2012
Editora: Nuclear Blast
Género: Thrash Metal
País: EUA

MySpace | Facebook | last.fm

Membros:

Bobby “Blitz” Ellsworth – Voz
Dave Linsk – Guitarra (solo)
Derek ”The Skull” Tailer – Guitarra (ritmo)
D.D. Verni- Baixo
Ron Lipnicki – Bateria

Alinhamento:
01. Come And Get It (6:18)
02. Electric Rattlesnake (6:20)
03. Wish You Were Dead (4:19)
04. Black Daze (3:55)
05. Save Yourself (3:44)
06. Drop The Hammer Down (6:25)
07. 21ST Century Man (4:13)
08. Old Wounds, New Scars (4:12)
09. All Over But The Shouting (5:30)
10. Good Night (5:37)

Depois de terem lançado um dos melhores álbuns de thrash dos últimos anos, será que os Overkill o conseguem superar?

Nos tempos que antecederam o lançamento deste “The Electric Age”, as expectativas em torno da banda não poderiam ser mais elevadas. Contrariamente ao que aconteceu à maioria das grandes bandas de thrash, os Overkill demonstraram, ao longo da sua enorme carreira, uma consistência impressionante, o que lhes permitiu, nestes últimos anos, explodir em termos de popularidade. Isto deveu-se principalmente ao último álbum do seu catálogo, denominado “Ironbound”, que foi extremamente bem recebido, tanto pela crítica, como pelos fãs da banda. Conseguirá então a banda corresponder a tudo o que se espera dela?

Iniciando a audição do álbum, torna-se desde logo claro que este é uma continuação da exploração do som do referido álbum anterior. Assim, temos que as músicas são, maioritariamente, rápidas e longas, o que certamente deixará descansados todos os fãs do som que sempre caracterizou a banda. É certo que aqui ou ali surgem momentos mais groovy ou mais lentos (como por exemplo a faixa ‘Black Daze’), mas estes só acrescentam a tão necessária variedade ao álbum. De resto, estamos perante um álbum em que a agressividade e a intensidade são os focos da música apresentada.

Tal intensidade só é possível devido à grande qualidade de prestação individual de cada um dos membros da banda. Assim, começando pelas guitarras, temos uma “colecção” de riffs extremamente orelhudos, que variam entre alguns mais rítmicos e outros bastante melódicos. Os solos destacam-se, não pela sua extrema técnica, mas antes por nenhum deles soar forçado, adaptando-se perfeitamente à música em questão. A bateria, por seu lado, cumpre perfeitamente os requisitos, apresentando, aqui e ali, alguns fills dignos de realce. Ainda na componente rítmica temos o baixo de DD Verni que, contrariamente ao que se sucede na maioria das bandas de thrash metal, é digno de relevo, ao complementar bastante os riffs da guitarra com algumas melodias bastante interessantes. Por fim, temos ainda a voz carismática de Bobby Blitz, voz essa que se mantém com a mesma energia dos anos 80, atingindo por vezes notas de registo bastante agudo. No que à voz diz respeito, de referir ainda alguns toques mais bluesy que não destoariam de bandas da toada de AC/DC ou Led Zeppelin. De destacar ainda as letras que, não se levando muito a sério, têm como principal objectivo a criação de melodias vocais também elas bastante orelhudas. Em termos de produção, o álbum apresenta um som sem dúvida moderno, com todos os instrumentos a serem bastante perceptíveis, isto apesar de este não ser extremamente digital, algo que agradará aos fãs do som mais old-school.

Em jeito de conclusão, este “The Electric Age” apresenta-se como um excelente álbum, tanto para os fãs banda, como para os fãs de metal em geral. É um facto que este representa apenas uma continuação da sonoridade do álbum anterior, o que pode ser visto como um defeito por alguns. Porém, quando a “matéria-prima” já era de qualidade reconhecida, uma “Parte 2” é mais do que bem-vinda.

// João Vinagre

 Classificação: 96/100

 

Related Posts

Leave a Reply

Your email address will not be published.