Banda – MARDUK
Album – Serpent Sermon
Editora – Century Media
Ano de lançamento – 2012
Género – Black Metal

Para quem não os conhece, Marduk é o seu nome e são oriundos da Suécia. O seu regular, mas excelente trabalho em torno do mais primitivo subgénero de metal de todos os tempos, elevou o seu nome para os grande patamares do estilo, onde podemos encontrar grandes nomes como o dos seus compatriotas, os Dark Funeral. Os Marduk são conhecidos não só pelo seu som rápido e consistente, mas também pelo ambiente blasfémico e visceral que tanto nos habituaram ao longo de toda a sua existência, seja num dos seus concertos ao vivo, seja em ambiente caseiro, à medida que nos vamos perdendo nas profundezas sonoras destes nórdicos.

Muito bem, “Serpent Sermon” foi gravado e lançado na primeira metade deste mesmo ano e é o substituto do potente “Wormwood”, lançado em Setembro de 2009. Antes de mais é importante referir a enorme expectativa gerada em torno do álbum, desde a sua “denúncia” até ao lançamento, tornando-o um dos álbuns mais esperados e falados do ano.

Mas o que podemos esperar deste novo e fresco lançamento dos Marduk, “Serpent Sermon”?

 

Bem, como já seria de prever, a banda nórdica pretende manter o mesmo registo a nível de sonoridade, tornando a brutalidade dos sons, e o ambiente “épico” e avassalador um dos pontos chave de mais uma composição. É isto que os seguidores de Marduk apreciam e é por isso mesmo, por mais uma vez nos apresentarem umas excelentes malhas do que é o seu excelente Black Metal, que o grupo é hoje um dos grandes nomes da história naquilo que é o “Scandinavian Black Metal”. Serpent Sermon transporta o ouvinte para as fornalhas nórdicas, onde os “riffs” rápidos e as elaboradas batidas combinam extremamente bem com o caótico ódio que paira no ar à medida que vamos avançando no álbum, faixa a faixa. Claro que uma das possíveis desvantagens será o uso intensivo destes mesmo “riffs”, que tanto podem mutilar o ouvido do ouvinte, como podem simplesmente provocar-lhe um breve abanão, incapaz de o remover de onde se encontra.

No que toca ao trabalho vocal, há que referir o excelente papel de Mortuus neste novo lançamento. O seu gutural rasgado e agressivo, sem pieguices  de “high pitched vocals”, encaixa perfeitamente no caminho que Marduk parece querer seguir em todo o “Serpent Sermon”. Assim, para quem pensava que o grupo sueco iria perder todo o seu ganho intensivo com a saída de Legion, eis que esse mesmo ganho não só se mostra mais potente, mas acima de tudo rejuvenescido com o severo trabalho que Mortuus tem desenvolvido.

Há que referir a grande “quebra” de todo o álbum. Sem querer ferir o gosto ou orgulho de terceiros, remato a minha ideia ao dizer que não me refiro a uma quebra de qualidade no álbum, mas muito pelo contrário, falo de uma quebra de sonoridade. O grupo sueco deu-lhe o nome de “Temple of Decay”. Eis que algures nas profundezas daquilo que é um álbum característico dos Marduk, repleto de pesados e inabaláveis “riffs” de guitarra e elaboradíssimas composições de bateria, surge um outro tipo de ambiente. Algo mais introspectivo e melódico que gera toda a faixa e que, na minha opinião, se torna a cereja no topo do negro e amargo bolo do lendário grupo nórdico.

Se procuram um som extremo e agressivo, Marduk será um excelente exemplo para a satisfação dessa mesma procura, assim como a audição deste novo álbum, que é a prova viva de que o grupo continua vivo e fresco para continuar em frente após uma longa e rígida caminhada que dura já há 20 anos.

Tracklist:

1 – Serpent Sermon
2 – Messianic Pestilence
3 – Souls for Belial
4 – Into Second Death
5 – Temple of Decay
6 – Damnation’s Gold
7 – Hail Mary (Piss – Soaked Genuflexion)
8 – M.A.M.M.O.N.
9 – Gospel of the Worm
10 – World of Blades
11 – Coram Satanae

Classificação: 8.5 / 10

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