Com “FÆMIN” na bagagem, os eborenses PROCESS OF GUILT fizeram questão de o apresentar em vários pontos do país. Depois de passagens por Portalegre, Évora, Viseu e Porto, foi a vez de a capital os receber. Foi também na Galeria Zé dos Bois, em pleno Bairro Alto e em noite de Sábado, que os A TREE OF SIGNS fizeram a sua estreia em palco.

Sensivelmente pouco passava das 23h00 quando o referido trio empolga os seus presentes, cada um à sua maneira – V-Khaos nas teclas e a soltar as palavras, NH a encher a sala com o poder do seu baixo e Pedro Almeida (ou P.Tosher) a marcar os tempos na bateria. Um som que deu à sala um sentimento tanto psicadélico quanto de cadavérico, os presentes foram agradados com cerca de meia-hora de actuação daquele que parece ser um ambicioso e muito promissor novo projecto nacional. A seguir de perto.

A noite era, claro, de PROCESS OF GUILT. Com Lisboa a ser brindada com o último concerto de lançamento de “FÆMIN”, a Galeria ZDB não pôde não estremecer assim que se soltaram os primeiros segundos de ‘Empire’. Os cerca de 50 minutos de concerto foram equilibrados com o peso das guitarras de Hugo e Nuno em ‘Blindfold’, com o irrepreensível trabalho de bateria de Gonçalo em ‘Cleanse’ e o mega-baixo de Custódio em ‘Fæmin’ – Mas seja qual for a faixa em questão, é unânime: a banda devolve-nos uma prestação pesada e, salvo algum erro não anotado, de execução perfeita. E quando assim o é, parece sempre pouco. Parece sempre curto, mas é impossível não ter gosto em vê-los.

Texto e Fotografia por Nuno Bernardo.
Agradecimentos: Amplificasom.

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