No dia 11 de Maio os Eborenses PROCESS OF GUILT visitaram a cidade de Portalegre, onde tinham espectáculo marcado para o Centro de Artes do Espectáculo, espectáculo esse integrado na tour de apresentação do mais recente registo discográfico da banda, o novo álbum “Fæmin“.

O concerto estava marcado para as 23 horas, começou com um “ligeiro” atraso, por volta da meia noite e vinte minutos. Portalegre não tem tradição “metaleira”, portanto não se esperaria uma grande casa no Centro de Artes do Espectáculo e foi isso que aconteceu, estando presentes apenas duas ou três dezenas de espectadores.

A banda começou em potência como esperado, descarregando o seu poderoso som com uns decibéis nunca vistos naquele espaço. O prometido era a apresentação de “Fæmin” e assim foi, apenas com uma faixa do repertório anterior incluída no “cardápio”. A banda em si esteve muito coesa, sem grandes falhas a denotar. A potência imprimida pelos executantes acompanha em pleno a pujança dos vocais (Hugo). Foi uma hora e picos a descarregar um metal muito característico e underground, do qual a aceitação do público não foi a melhor. Mas a banda pouco se importou com isso, estava ali para cumprir uma missão e assim fez com distinção.

O espectáculo em si foi irrepreensível, pena o público, o espaço e a cidade não acompanhar esta “onda”, porque a banda com a sua qualidade fez por isso. Espera-se nova oportunidade dos PROCESS OF GUILT e de outras bandas do seu âmbito musical a dar música a esta sala, que já contou com muitos e bons concertos, de diversos e dos mais variados estilos musicais, mas o metal nunca teve grande “encaixe”.

Resta-me agradecer em nome próprio à banda, pelo espectáculo que me proporcionou na “minha” terra e pela entrevista que nos concedeu (brevemente disponível).

Setlist:

Empire | Blindfold | Lava | Harvest | Cleanse | Fæmin

One Response

  1. PedroPereira

    Olá patrício. Eu estive lá. Gostei do concerto apesar do doom não ser o meu som. Uma coisa que aponto aos nossos vizinhos é a incapacidade de exprimirem uma única palavra para o publico. Não haja dúvidas que a distância é ripostada com distância. Neste ponto a banda deveria ao menos reflectir.
    Quanto à questão de bandas de metal nesta sala, concordo que merecia mais alguma frequência. Lembro-me de ver os Echidna com uma casa muito boa e com grande resposta do publico. If lucy fell também lá passaram, mas realmente é pouco. Já discuti algumas vezes com a organização sobre as apostas ultra-alternativas deles, mas não me parece que eles apreciem contraditórios…

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