Passados nove anos da criação da Necrosymphonic Entertainment, a mais antiga netlabel portuguesa dedicada ao “metal, gótico e afins”, juntaram-se os amigos e, no passado dia 5 de Maio, fez-se a festa na Caixa Económica Operária, em Lisboa. Numa noite em que a descontracção e a boa disposição marcaram presença, as bandas Inkilina Sazabra, Espelho Mau e La Chanson Noire ofereceram aos presentes um serão de boa música portuguesa. Porque, afinal, o que é nacional também é bom.

 

Os primeiros a subir ao palco foram os Inkilina Sazabra. O nome será certamente de estranhar, mas a história é simples: em 2010, Pedro Sazabra juntou-se a Carlos Sobral, o único membro do projecto “Inkilina Morte”. E assim nasceram os Inkilina Sazabra. Juntamente com César Palma, Paulo Dimal e Carlos Bixo, encheram o pequeno espaço da Caixa Económica com o seu rock industrial, e cativaram o (pouco) público presente.

Seguiram-se os Espelho Mau, banda composta por Paulo Moreira, Pedro Vieira e Alex Hellraiser, que nos presentearam com o seu rock cativante. Apesar de compostos apenas por três membros, a banda encheu o palco, com destaque para o vocalista (Paulo Moreira), cuja presença extraordinária, aliada aos vocais profundamente sentidos, não nos deixaram desviar um olhar nem por um segundo. Com direito a música nova e a uma cover de “She Lost Control” de Joy Division, fizeram parte da setlist músicas como “39”, “Lips Like Paris”, “Nunca Estou Sozinho”, “Late Night Show”, “Desenho Suicida”, “If Angels Should Fail” e “Fado Menor”, que mereceu uma dedicatória muito especial por parte do guitarrista Alex Hellraiser.

E por fim, Charles Sangnoir e La Chanson Noire. Ele, uma cartola e um teclado. E chegou. Num concerto marcado por uma grande descontracção e pelo carisma inigualável de Sangnoir, as músicas escolhidas atravessaram toda a discografia de La Chanson, desde 2007 até ao mais recente projecto, Cabaret Portugal, como que contando uma história que é, também ela, a história da própria Necrosymphonic. Temas como “Água Benta”, “Valsa de Escombros”, “Caixão à Cova”, “Bordel de Lúcifer”, “Canção Decente”, e os mais recentes “Valsa Suína”, o homónimo “La Chanson Noire” e “Cabaret Portugal”, foram presença marcante num concerto extraordinário.

A música ficou depois ao critério dos Djs Triangle Walker e Black Havs, que brindaram os presentes com o melhor rock gótico/alternativo.

 

Reportagem de Rita Cipriano.

Fotografias de Carlos Ramalhete.

Leave a Reply

Your email address will not be published.