Com a Aula Magna preenchida por metade e com um atraso de aproximadamente 20 minutos, os Blasted Mechanism apresentaram-se com energia renovada e rapidamente o público se esqueceu desse pequeno inconveniente. Abrindo a noite com Blasted Generation, tema que dá nome ao novo álbum, os Blasted Mechanism surgiram com novos fatos e novo cenário (desenhados por Ricardo Machado). Seguiram pela noite dentro com uma setlist completíssima, trazendo sempre a energia característica desta banda portuguesa que ao longo de 17 anos tem vindo a animar diversos públicos. Um jogo de luz aliado a ritmos orientais em mistura com o já clássico som a que nos habituaram construiu um cenário propício a ninguém estar parado e, apesar de muita gente ter tentado, foram muito poucos os que aguentaram mais que um tema sentados sem dançar. A interacção com o público não se ficou apenas pelos apelos à revolução sendo que muitos tiveram Zynga ao colo enquanto se ouvia o didgeridoo da mítica “Atom Bride Theme”. Palavras de ordem foram cantadas acompanhando o tema “Puxa Pra Cima”, dedicado à Geração à Rasca. Faziam também parte do alinhamento temas “sagrados” num concerto destes como “Blasted Empire”, “Battle of Tribes” e “Karkov”. Munidos de ritmos contagiosos e melodias de encher o peito, os Blasted voltaram a surpreender e a mostrar o porquê de continuarem numa carreira já demasiado grande para os palcos em que se apresentam.

Texto e Fotografia por Diogo Oliveira

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