Banda: Secrets Of The Moon
Álbum: Seven Bells
Data de Lançamento: 16 de Março de 2012
Editora: Lupus Lounge
Género: Black Metal
País: Alemanha

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Membros:

SG – Voz, Guitarra, Baixo
Arioch – Voz, Guitarra
Thelemnar – Bateria

Membros convidados:

Schwadorf (Empyrium, The Vision Bleak) – Voz em ‘Worship’
Kvhost (Hexvessel, Gangrenator) – Voz em ‘The Three Beggars’
Morten Gaß – Orgão em ‘Nyx’
Annette Hartmann – Voz


Alinhamento:
01. Seven Bells
02. Goathead
03. Serpent Messiah
04. Blood Into Wine
05. Worship
06. Nyx
07. The Three Beggars

“Seven Bells” é o quinto álbum da banda, dando continuidade à linha que define os anteriores “Privilegivm” e “Antithesis”. Indubitavelmente um dos mais sonantes nomes do black metal europeu actual, os Secrets Of The Moon reservam-nos exactamente uma hora de uma pesada e negra atmosfera.

Destacando-se da concorrência pela sua forma de expressar a agressividade dos temas, a banda corre também contra a maré no modo como se manifesta nas líricas. É explorado um mundo negro de mitologia e simbolismo histórico, deixando as perícias satânicas e anti-cristãs para outro tipo de black metal. Os sete sinos (“Seven Bells”) surgem na introdução das sete faixas, marcadas pelos ritmos a meio-tempo mergulhados na escuridão. As guitarradas, tanto melancólicas como melódicas, desenvolvem o ambiente mais negro possível sem ter de exceder limites de velocidade. As vocalizações conseguem roçar o desespero, a dor e o sofrimento quando o número de batidas se reduz, mas alcançam a malvadez nas alturas certas. Faixas como ‘Goathead’ e ‘Serpent Messiah’ são bons exemplos de alguns contrastes obtidos desta característica. Já ‘Blood Into Wine’ abraça o doom e a progressão e ‘Worship’ é proporcionalmente épica. No entanto é para o fim que está guardado o melhor, com ‘Nyx’ e ‘The Three Beggars’, com perto de uma dúzia de minutos cada. A primeira é assombrosa, caindo no mistério e nas trevas, relacionando melhor do que nunca os aspectos desenvolvidos ao longo de “Seven Bells”.

Já a última faixa proporciona uma viagem hipnótica e dura, oferecendo ao álbum uma brutal dinâmica no final dos 60 minutos. É o cerco ao coração.

// Nuno Bernardo

 Classificação: 89/100

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