Banda: Monarch!
Álbum: Omens
Data de Lançamento: 28 de Fevereiro de 2012
Editora: At A Loss Recordings
Género: Sludge/Drone/Doom Metal
País: França

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Membros:

MicHell Bidegain – Baixo
Shiran Kaïdine – Guitarras
Emilie Bresson – Voz
Rob Shaffer – Bateria

Membros convidados:

Rob MacManus – Guitarras
Eric Quach
Yailén Munoz (ENSORCELOR)
Jeanne Peluard – Voz
Atsuchi Sano (BIRUSHANAN) – Percussão


Alinhamento:
01. Blood Seerees
02. Transylvanian Incantations
03. Black Becomes The Sun

Quem disse que a escuridão não nos pode iluminar? Os MONARCH! que o digam. A banda francesa expressa-se de forma arrojada, ainda que tenha chegado a este sexto álbum da carreira de uma forma bastante introvertida. “Omens” não é um disco fácil, mas recompensa quem o compreende e consiga entranhar o seu som.

Emilie Bresson é uma sedutora do inferno – a sua voz surge de uma forma neurótica entrelaçada na dissonância. Aliás, esta união consegue-nos transportar para um universo gerado tanto pelos SUNN O))), como por THE ANGELIC PROCESS. É maioritariamente a sua presença que torna MONARCH! tão especial, tanto no comando da voz, como na hora de preencher a parede de som com elementos ruidosos. Mas não é propriamente uma novidade: de um modo prolífico, a banda tem deixado a sua marca em quase todos os seus anos de existência sempre com composições muito extensas. Se os trinta minutos de “Sabbat Noir” (2010) ou as duas faixas de “Mer Morte” (2008) souberam a pouco na altura dos seus lançamentos, então “Omens” não vai contrariar essa tendência. Said Kaïdine (agora também membro de YEAR OF NO LIGHT) continua um monstro dos riffs etéreos, enquanto que MicHell Bidegain e o novo baterista Rob Shaffer (também de DARK CASTLE) dão-lhe um acabamento de topo. O balanço final remota-nos para um som bastante cerimonial, espiritual e/ou ritualístico, que nos podem colocar bem fundo na escuridão sem dar conta de quão espectacular é a jornada. E para aumentar a surpresa, contamos o facto: as três faixas constituintes foram gravadas em quatro locais diferentes, com quatro diferentes produtores. A viagem que “Omens” fez entre Austrália, EUA, Canadá e Japão deu para amadurecer a experiência que proporciona, certamente.

Em suma, as vocalizações de Emilie e a força bruta do restante trio conseguiram tornar “Omens” um álbum capaz de pintar o coração de negro e não só: talvez um dos melhores do ano também.

// Nuno Bernardo

 Classificação: 91/100

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