Foi na passada terça-feira que os norte-americanos Everytime I Die se estrearam em território português. O Santiago
Alquimista recebeu a banda acompanhada pelos franceses Vera Cruz, liderados por Flav, e pelos setubalenses Hills Have Eyes. As figuras características do Hardcore, oriundas do berço do mesmo, Nova Iorque, são uma das bandas mais respeitadas do movimento, a par de Comeback Kid, Madball e Sick of it All.

Por volta das 21h15, os Vera Cruz subiram ao palco com uma energia e rapidez explosiva. No entanto, poucos foram os que aderiram ao espectáculo da banda, fosse por estarem a guardar energias, ou por desconhecerem a banda, e os apelos e provocações lançadas ao público por parte dos franceses, de pouco serviram no que tocou a despertar os presentes. Mas nada impediu a banda de começar a festa. O vocalista, Flav, saltou, gritou, misturou-se com o público e ainda o mandou correr à sua volta. Grande parte das bandas de hardcore transpira energia, mas são raras as que a conseguem transmitir assim, sem se preocupar com nada, atirando microfones e fazendo a festa com a própria música. Os Vera Cruz são certamente uma banda com um futuro promissor.

Perto das dez horas foi a vez dos portugueses Hills Have Eyes. Como já nos têm habituado, os setubalenses proporcionaram-nos um concerto bem estruturado, dando a conhecer a muitos o seu último trabalho, Black Book. Estranhamente, um dos temas mais aplaudidos foi “Strangers”, que teve direito a um vídeo produzido por John Filipe, no mês passado. Com o passar do tempo cada vez mais gente se juntou na frente do palco, cantando com o vocalista Fábio Batista. Embora um pouco menos enérgico o concerto dos Hills Have Eyes demonstrou o aumento da qualidade da banda nos últimos tempos e o crescimento e aumento da maturidade da mesma.

Após alguns problemas técnicos (referentes ao bombo da bateria, mais especificamente), os nova-iorquinos Everytime I Die apresentaram-se para dar início a um concerto rápido, suado e agressivo. Começando com o tema “Apocalypse Now and Then” de 2005, foi um espectáculo sem momentos calmos, sempre a abrir. A estrutura que convidava os “stage dives” estava finalmente a ser usada e os “sing alongs” e  moches foram constantes. Embora a sala estivesse a meio gás (talvez por ser terça-feira) nada impediu a festa de acontecer. O frontman Keith Buckley mostrou-se pasmado com os saltos das varandas do Santiago Alquimista e com as inúmeras tentativas de lhe “roubarem” o microfone, elogiando o público e a cidade. No final do concerto as primeiras filas subiram para cima do palco demonstrando agradecimento e dando dores de cabeça aos seguranças responsáveis.

Embora o concerto tenha sido curto e a sala não estivesse própriamente cheia, a Oh Damn! Productions está de parabéns pela organização do evento e agora resta-nos esperar pelo próximo!

Setlist:
Apocalypse Now And Then
Bored Stiff
Ebolarama
No Son Of Mine
The Marvelous Slut
She’s My Rushmore
The New Black
Wanderlust
Underwater Bimbos
I Been Gone A Long Time
We’rewolf
Floater

Mais fotografias aqui!

Texto e fotografia por: Manuel Casanova

Agradecimentos: Oh Damn! Productions

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