Na passada quinta-feira, o Coliseu dos Recreios recebeu a “The Eighth Plague Tour”, que passou pelo Porto no dia seguinte. Com os americanos MACHINE HEAD como cabeças de cartaz e bandas como BRING ME THE HORIZON, DEVILDRIVER e DARKEST HOUR a aquecer o público, a enchente já era esperada. Por volta das 7h a sala não estava cheia, mas estava bem composta para receber a primeira banda.

Os DARKEST HOUR, oriundos de Washington, DC, são uma banda  já com alguns anos de carreira (talvez até com mais uma década que os sub-protagonistas da noite, BRING ME THE HORIZON) e, embora o seu início de carreira não os tenha levado muito longe, a banda recebeu inúmeras críticas positivas relativas aos seus últimos álbuns. Os americanos subiram ao palco à hora marcada e deram um concerto “rápido” e sem rodeios. O vocalista, John Henry, puxou pelo público e os guitarristas também se chegaram à frente, durante os “riffs” e solos mais “melt facing”. O som lembrava uma mistura de post-hardcore com metal, mas com uma actuação assim, até os mais puristas passaram um bom bocado. Apenas ficámos com a sensação que a meia hora que tocaram soube a pouco.

A seguinte banda a entrar em palco foram os californianos DEVILDRIVER. Esta foi criada em 2002 pelo ex-vocalista da banda de Nu-Metal, COAL CHAMBER,  Dez Farara. O Death Metal Melódico (e por vezes Groove Metal) da banda inspirado em bandas como Opeth (que passará por Portugal amanhã) ou In Flames (que passaram por cá em Setembro), alargou o circle-pit e deu gás ao crowd surf, embora os seguranças não estivessem a gostar da ideia. Foi a actuação mais pesada e agressiva da noite, mas tudo no bom sentido. Só a iluminação deixou um pouco a desejar.

O início da actuação dos BRING ME THE HORIZON (que tinham muito público mais novo na primeira fila à sua espera, tendo até direito a uma bandeira portuguesa “personalizada”), foi um pouco mais demorado. Os jovens de Sheffield apresentaram um espectáculo um pouco mais emotivo e interactivo que as bandas anteriores. A setlist baseou-se no seu álbum mais recente (que é de longe o melhor trabalho da banda, tal como se pode ver em temas como “Blessed with a Curse”, “Visions” (que ficou fora da setlist) e “It Never Ends”) e em “Suicide Season”, deixando para trás o primeiro disco da banda (e para muitos o pior), “Count your Blessings”. Foi tocado um remix dubstep da música “Sleep with One Eye Open” e durante  a música “Chelsea Smile” o vocalista da banda, Oli Sykes, pediu a primeira Wall of Death da noite, para acabar o concerto em grande. No entanto, a voz do mesmo não se encontrava no melhor estado, tal como o som das 3 bandas que tocaram antes dos headliners, Machine Head.

Por volta das 22h, já todos tinham saído dos empregos e a sala já se encontrava completamente cheia. Os Machine Head começaram o concerto sem grandes demoras, iniciando o espectáculo com o tema “I Am Hell”. A partir daí a plateia ficou ao rubro e não houve nada que parasse ninguém, a festa tinha oficialmente começado. O último registo da banda, Unto the Locust, esteve muito presente no alinhamento do concerto. A admiração da banda com a recepção do mesmo, por parte do público, estava estampada nas suas caras. Foi sem dúvida o melhor concerto da noite, tudo estava certo: a execução, a atitude, o espectáculo de luzes, o som e, acima de tudo, o ambiente. Os inúmeros sing alongs, circles pits, crowd surfs e etc caracterizaram o concerto que teminou com “Halo” e “Davidian” após um encore.

Esperamos que este espetáculo mostre às promotoras que vale a pena ter estas tours a passar pelo nosso país!

Set List Machine Head : 

I Am Hell (Sonata in C#)
Be Still and Know
Imperium
Beautiful Mourning
The Blood, the Sweat, the Tears
Locust
This Is the End
Aesthetics of Hate
Old
Darkness Within
Bulldozer
Ten Ton Hammer
Encore
Halo
Davidian

Clique nas fotografias para as ampliar. Mais fotografias aqui!

Texto e fotografia por Manuel Casanova.

Agradecimentos: Everything is New

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