Banda: Pain Of Salvation
Álbum: Road Salt Two
Data de Lançamento: 26 de Setembro de 2011
Editora: Inside Out Music
Género: Progressive Rock / Progressive Metal
País: Suécia

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Membros:

Daniel Gildenlöw – Voz, Guitarra
Fredrik Hermansson – Teclado
Johan Hallgren – Guitarra, Voz
Léo Margarit – Bateria, Voz

Músicos convidados:

Per Schelander – Baixo
Gustaf Hielm – Baixo
Linus Carlsson – Baixo

Alinhamento

01. Road Salt Theme
02. Softly She Cries
03. Conditioned
04. Healing Now
05. To The Shoreline
06. Break Darling Break (faixa bónus – edição limitada)
07. Eleven
08. 1979
09. Of Salt (faixa bónus – edição limitada)
10. The Deeper Cut
11. Mortar Grind
12. Through The Distance
13. The Physics Of Gridlock
14. End Credits

Este segundo semestre de 2011 prometia deste cedo entrar com muitos e bons trabalhos, em que um dos trabalhos mais aguardados era a segunda sequela de Road Salt. Em 2010 os PAIN OF SALVATION haviam lançado aquele que ficou marcado pelo trabalho mais contestado pelos fãs da banda Sueca, o álbum Road Salt One. Contestado pelos fãs da banda que exigiam mais força ou mais “metal” e a consequente continuação da genialidade de álbuns anteriores. O problema esteve em que pela maioria, esse nível de genialidade imposta por Gildenlöw e restantes membros, não se coibiu de se manter mas sim de se elevar. Road Salt One foi um álbum diferente, ponto. A maior incidência em melodias Rock e até Blues, levou este álbum a um patamar digno de surpreender, portanto, deste novo álbum editado em Setembro, Road Salt Two, muito se podia e devia esperar. E não me rogo ao afirmar ainda neste primeiro parágrafo que Road Salt Two é uma obra prima!

O estilo ‘progressive’ da banda manteve-se, neste álbum bem mais acentuado que no anterior. Mas a banda não se cingiu a dar uma continuidade, procurou sim dar um toque mais “além” na nova sonoridade apresentada em 2010. Esgrimido por muitos que este álbum cairia num estilo “Seventies”, na verdade certos trechos obrigam a essa interpretação, mas não é uma inclusão marginal e muito menos vulgar. A vulgaridade não pactua com o que aqui nos é apresentado.

O álbum começa de ritmo sinfónico, uma intro bem conseguida e que nos transporta a uma segunda faixa (Softly She Cries) que marca irrepreensivelmente o compasso do álbum. Melodias pautadas por uma causticidade acústica, com muitos pormenores pelo meio que não são de fácil interpretação à primeira escuta. O álbum desenrola com o tal estilo 70’s a entrar em cena. Mais ritmo, mais simplicidade, talvez até mais assertividade que nunca foi sinónimo de progressividade. A cada faixa, uma surpresa. Se ainda alguém duvidava que o Gildenlöw é um génio, este álbum veio cimentar e dissipar as dúvidas. As variações vocais ao longo de todo o álbum chegam a ser de certo modo, extasiantes. Sem ser agressivo, a ronquidão melódica enche-nos bem os ouvidos. Mas digamos que Gildenlöw está muito bem acompanhado. Os restantes membros da banda contribuem imenso para a excentricidade deste álbum e nota-se em particular nas back vocals, não descurando os excelentes arranjos de percussão e de teclas. No álbum destacado duas partes e duas músicas. Nas duas partes, uma delas é o arranjo feito na segunda metade da faixa “Eleven”, uma mistura de baixo com cordas acústicas onde se dá uma continuação melódica com diversos arranjos de percussão, notável melodia imprimida e terminada com um elevado tom vocal. A segunda parte que destaco é a parte final de “Deeper Cut”, um enorme e expressivo “Into the wild…” na letra, repetido até a um final majestoso. As duas faixas que destaco e com as quais mais me identifiquei, são sem qualquer dúvida, “Healing Now” e “The Physics Of Gridlock”. A primeira é um hino melódico, sem complexidade instrumental ou até vocal, mas com um ritmo altamente introspectivo. A segunda faixa que destaco, é a musica do álbum. Excelente é o mínimo que poderei descrever. É a conjunção perfeita de tudo o que se apresenta o longo do álbum. Envolvente, estonteante, magnífica e uma enorme demonstração de mestria!

Em suma, é para mim o melhor álbum do ano, no geral. Ouvi muita e boa música este ano, percorrendo inúmeros géneros e sub-géneros, mas não ouvi nada como este álbum. Existe uma genialidade nesta banda que nunca deixou de constar em tudo o que executam, todos os álbuns diferentes mas de génio igual. Este é um álbum que figurará nos meus ‘não poeirentos’ arquivos. Sempre que quiser ouvir algo de genial, sei com o que contar!

Bons sons!

Cumprimentos,
Ricardo Raimundo

Apreciação Pessoal9.5/10

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