Estivemos em contacto com os Sounds Like Tornado, que amavelmente nos concederam a presente entrevista. Aqui ficam as humildes palavras dos membros deste agrupamento musical.

 

RUÍDO SONORO: Sounds Like Tornado, uma nova aposta de Hardcore nacional. Como surgiu este projecto?
SOUNDS LIKE TORNADO: Este projecto começou em 2006 como tantos outros: uma garagem vazia, um grupo de amigos com material, inspiração e muita vontade de tocar. Pode parecer muito tempo para pouco material editado, mas passámos por períodos de alguma instabilidade, com muitas entradas e saídas de membros, até há cerca de um ano. Assim que estabelecemos o line-up actual sentimos o “renascer” da banda, iniciámos um novo ciclo de recomposição dos temas já existentes e gravámos o EP.

 

RUÍDO SONORO: De onde surgiu o nome Sounds Like Tornado? Foi uma escolha fácil ou houve outros nomes igualmente interessantes a surgir?
SOUNDS LIKE TORNADO: A escolha foi fácil, o processo nem por isso. Inicialmente ocorreram-nos muitas ideias, mas nenhuma nos satisfazia completamente. Sounds Like Tornado acabou por surgir naturalmente numa discussão de ideias e pegou logo. É o nome que melhor se adequa ao nosso som. Por vezes quando deixas de dar muita importância aos pormenores e te focas no que é realmente importante, as coisas resultam melhor.

 

RUÍDO SONORO: No vosso Facebook pode ler-se no género “Tornado-Core”. É apenas uma brincadeira saudável com o nome da banda ou existe uma vontade na banda de criar um género próprio só vosso?
SOUNDS LIKE TORNADO: Acaba por ser um pouco de ambos. Por um lado carrega alguma ironia devido ao facto de hoje em dia já existirem mil-e-um “cores” e rótulos que se tornam limitativos do ponto de vista do ouvinte. Por outro, a nossa sonoridade não se enquadra em nenhum sub-género em particular, pretendemos que seja o nosso som a definir-nos.

 

RUÍDO SONORO: Quais são as vossas fontes de inspiração para a composição dos temas e que bandas vos influenciam mais?
SOUNDS LIKE TORNADO: Nós ouvimos um pouco de todo o tipo de som, desde Death-Grind a World Music, e tudo isso conjugado com as nossas capacidades, personalidades, experiências e dinâmica reflecte-se tanto directa como indirectamente no som que fazemos.

 

RUÍDO SONORO: O que têm a dizer do processo de produção do EP Embrace The Storm? Satisfeitos com a sonoridade final?
SOUNDS LIKE TORNADO: Tivemos a sorte de ter encontrado um produtor – Tiago Mesquita – paciente, muito empenhado e com bastante vontade de nos ajudar e apoiar em todo o processo. Há sempre diferenças entre o que idealizamos e o que acabamos por gravar, mas independentemente das ideias para mudanças que sempre surgem durante o processo, o resultado final satisfaz-nos bastante.

 

RUÍDO SONORO: Ao ouvir-se este vosso trabalho de estreia, nota-se um tornado de energia e sonoridades diferentes. Têm muitas ideias em mente para o próximo trabalho?
SOUNDS LIKE TORNADO: Sim, temos neste momento algumas malhas novas em progresso, e pretendemos continuar a compor. Os novos temas serão mais influenciados pelo contributo que cada membro do colectivo actual tem para dar, e concerteza que isso se vai reflectir na dinâmica musical da banda.

 

RUÍDO SONORO: Qual a principal mensagem que querem passar com a vossa música?
SOUNDS LIKE TORNADO: A mensagem que tentamos passar é a de uma atitude positiva perante todas as adversidades, sejam elas de natureza pessoal, social ou política.

 

RUÍDO SONORO: Será que num trabalho futuro iremos ter alguns temas em português?
SOUNDS LIKE TORNADO: Temas completos muito provavelmente não, mas é bastante forte a possibilidade de incluir alguns trechos de letras em português, ou mesmo em castelhano ou francês. As letras existem, falta agora encaixá-las nos novos temas. Não queremos impor limites à música que fazemos, estamos confortáveis em variar a língua de alguns temas, se isso os favorecer musicalmente.

 

RUÍDO SONORO: Para terminar, se pudessem partilhar o palco com quem quisessem, quem escolheriam?
SOUNDS LIKE TORNADO: É complicado escolher de entre todas as boas bandas nacionais e internacionais que andam por aí. O mais importante para nós é tocar com pessoal boa onda, que goste de se divertir e partilhar conhecimentos e experiências.

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