Numa noite inesperadamente fresca na capital, os horários anunciados foram cumpridos. Pelas 21horas já era possível entrar na sala e pouco depois das 21h30 os RIVERSIDE deram início ao espectáculo. Já tinha sido previamente anunciado pela própria promotora Prime Artists e pela sala que não iria haver banda de abertura devido ao extenso concerto que os RIVERSIDE iriam protagonizar. Com um palco decorado com quatro panos alusivos a detalhes das capas dos quatro álbuns da banda, o público sempre acolhedor do Santiago Alquimista deu as boas-vindas ao quarteto polaco. O espanto e a surpresa não podia ser maior quando Mariusz Duda aparece

no palco com uma t-shirt de Angry Birds, o célebre videojogo, e com um gorro na cabeça afirmando que “Lisboa é uma cidade fria”. Gargalhadas, claro. Abrindo o concerto com duas faixas de “Second Life Syndrome” – After e Artificial Smile – a banda rapidamente foi procurando palmas e apoio de quem lá estava para os ver. E numa onda de músicas menos longas, continuou-se com Hyperactive do

último álbum da banda, “Anno Domini High Definition”. Só após essas três é que Mariusz Duda dirigiu algumas palavras ao público, perguntado se gostavam de rock progressivo. A resposta foi positiva, levando o baixista e vocalista a dizer que nesse caso eles seriam uma banda progressiva. Um sentido de humor refrescante numa noite já quente no interior
da sala. Abrindo finalmente o livro às músicas mais extensas, a banda começou a proporcionar viagens para o público com a recente Living In The Past e Ultimate Trip. Alternando baladas e músicas tristes com grandes solos e progressão, a banda lá nos fez esquecer como os minutos passavam. Pelo meio uma Conceiving You bastante cantada e entoada pelos presentes.

Os RIVERSIDE abandonaram o palco ao final da Second Life Syndrome, agradecendo a presença do público. O encore, no entanto, não foi surpresa. Forgotten Land e Reality Dream III foram uma excelente maneira de encerrar o espectáculo com belos momentos de virtuosismo. E mais uma vez, talvez o segundo encore também não era inesperado. Tal como em todos os outros concertos da digressão, a banda encerrou mesmo com The Curtain Falls. Tal como o próprio nome da faixa indica, é o cair do pano. Os membros da banda foram abandonando aos poucos o palco, um de cada vez, até Michal Lapaj deixar também os teclados. O quarteto voltou para agradecer pela terceira vez com óptima disposição e humor, especialmente do baterista Piotr Kozieradzki. Ao abandonar o palco do Santiago Alquimista, a banda realçou o desejo de voltar a Portugal já no próximo ano com um novo álbum para apresentar.

Os momentos de boa disposição e palavras de Mariusz Duda conseguiram arrancar aplausos e gargalhadas nos intervalos das músicas, o que manteve o público sempre atento ao longo das duas horas de concerto. Aliás, Duda chegou até perguntar pelo resultado da Selecção Portuguesa frente à Islândia (não obtendo resposta, pois estando ali presentes ninguém sabia). Um óptimo concerto com todos os membros com uma performance excepcional. O enérgico baixo de Mariusz Duda fez-se ouvir, os teclados de Michal Lapaj não deixaram ninguém indiferente devido à sua enorme presença e capacidade, a bateria de Piotr Kozieradzki soube sempre encher os espaços com enorme qualidade e Piotr Grudzinski não podia ter estado melhor nos seus bonitos solos de guitarra. Mais de meia-sala para ver o grupo polaco, a contar com todos os presentes em frente da banda e com os da varanda em redor do palco. Sala essa perfeita para ambientes mais íntimos, que tornam sempre qualquer concerto mais especial do que poderia ser noutra sala. Agora é aguardá-los para nova visita, depois da primeira vez em Lisboa ao fim de dez anos de carreira.

Setlist

After
Artificial Smile
Hyperactive
Living in the Past
Ultimate Trip
Conceiving You
Egoist Hedonist
Left Out
02 Panic Room
Second Life Syndrome
—-
Encore:
Forgotten Land
Reality Dream III
—-
Encore 2:
The Curtain Falls

Agradecimentos: Prime Artists

Texto por: Nuno Bernardo
Fotografias por: Manuel Casanova e Nuno Bernardo

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3 Responses

  1. Nuno Bernardo

    Obrigado Lara, desde já, pelo feedback!

    Como fã da banda, devo dizer que também não me passou pelos ouvidos uma Loose Heart durante o concerto. Mas dada a informação que conseguimos obter, foi dada como tocada nesse concerto. Peço desculpa pelo lapso.

    Nuno Bernardo

    Responder

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