Banda: Opeth
Álbum: Heritage
Data de Lançamento: 19 de Setembro de 2011
Editora: Roadrunner Record
Género: Rock progressivo
País: Suécia

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Membros:
Mikael Åkerfeldt – Guitarra, voz
Martin Mendez – Baixo
Fredrik Åkesson – Guitarra, voz
Martin Axenrot – Bateria
Joakim Svalberg – Teclado, voz

Membros convidados:
Björn J:son Lindh – Flauta
Alex Acuña – Bateria


Alinhamento:

1. Heritage
2. The Devils Orchard
3. I Feel the Dark
4. Slither
5. Nepenthe
6. Haxprocess
7. Famine
8. The Lines in My Hand
9. Folklore
10. Marrow of the Earth

Deixo dito desde já que este vai ser, muito possivelmente e sem grandes exageros, um dos álbuns mais difíceis de analisar com que me depararei visto que sou fã da banda e da maioria da sua obra.

Este 10º registo vem mudar toda a sonoridade a que os suecos nos habituaram. Sendo o 2º álbum em que não está presente o growl característico de outros registos, oriundo da vertente death metal da banda, estão presentes algumas influências do som folclórico bem como fusões do jazz e dos blues, juntando-se uma progressividade que deixa algo a desejar e que, quem sabe com a experiência neste género, poderá vir a melhorar.

Composto por faixas curtas quando em comparação com os trabalhos passados, o álbum estende-se numa melancolia sonora que deixa o ouvinte à espera que esta seja rompida por um gutural potente ou por uma guitarra mais pujante – embora isso não aconteça.

Após a introdução que apimenta a curiosidade do ouvinte, entramos num mundo progressivo que relembra os 70’s. Embora Mikael Åkerfeldt tenha dito que os Opeth NÃO tinham ligado o “botão 70’s” para a gravação deste álbum, as comparações são inevitáveis. Com uma leveza pouco habitual nas letras e alguma complexidade oriunda do progressivo, o álbum vai evoluindo de um som pouco apelativo até uma experimentação mais interessante. Passando pela faixa Slither (dedicatória a James Dio) e por Famine, onde se podem ouvir flautas, um dos elementos vindos do folk, chega-se a The Lines in My Hand, talvez o pico deste novo registo mas que, ainda assim, deixa o ouvinte na expectativa e à espera de mais um pouco.

As opiniões sobre este álbum variam quase de pessoa para pessoa. Adeptos da vertente menos extrema apreciam, adeptos do som pesado não aceitam este novo conceito pelo qual a banda enveredou.

Eu, como fã do som mais pesado, deixo o resto a vosso critério,
Diogo Oliveira

Classificação: 55/100

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One Response

  1. Amvcaeiro

    Pois eu como gosto deste tipo de som, mais leve do que pesado, digo-te que é um grande, grande álbum, talvez seja da minha idade quase 50 anos e a lembrar os anos 70, obrigado por um registo assim que não se ouvia à um bom pares de anos.

    OBRIGADO OPETH.

    Responder

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