Banda: We Are The Damned
Álbum: Holy Beast
Data de Lançamento: 25 de Março de 2011
Editora: Bastardized Records
Género: Death Metal/Hardcore
País: Portugal

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Membros:

Ricardo Correia – Voz, Guitarra
Ricardo Cabrita – Guitarra
André Teixeira – Baixo
Paulo Lafaia – Bateria

 Alinhamento:
01. The Anti-Doctrine
02. Serpent
03. Throne Of Lies
04. Devorador dos Mortos
05. Christian Orgy
06. Diogo Alves 1841
07. Atrocity Idol
08. Summon The Black Earth
09. Viral Oration
10. The Glorious Grisly
11. Vengeance Havoc
12. Raping The Law Of The Land
13. Lucifer VIP (Chapter II)
14. Neo Pigs

Com uma carreira ainda curta, que ainda não atingiu sequer os 4 anos de existência, a banda formada pelo baterista Paulo Lafaia (PAINSTRUCK) e Ricardo Correia (TWENTY INCH BURIAL) já conta com dois álbuns de originais, uma regravação do primeiro com a nova formação e até um EP com duas covers. A saída da vocalista, Sofia Magalhães, parece ter revitalizado e dado um novo ânimo à banda, que agora conta com o co-fundador Ricardo Correia como frontman e vocalista, largando então a guitarra. Guitarra essa ficou entregue a Ricardo Cabrita (SATAN’S REVOLVER) e as honras do baixo foram dadas a André Teixeira.

Uma pequena introdução em piano. Para quem está completamente fora e vê nos WE ARE THE DAMNED um território completamente desconhecido, fica bastante iludido com a primeira música. “The Anti-Doctrine”é uma autêntica anti-doutrina da sonoridade real da banda, que parece antever um doom melancólico e bonito. Não se podia estar mais errado.

Terminada esta referida primeira faixa, começa a verdadeira acção. É como entrar em ‘killing spree’ e destruir tudo o que se encontra pela frente. O death metal da banda, aliado ao hardcore, funciona como uma autêntica parede de som. Graças à sua excelente produção e à forma como os elementos propostos estão ligados, está aqui um bom exemplar de como ideias aparentemente simples podem resultar num álbum bastante coeso.

As berrantes riffalhadas encontradas ao longo do álbum, dignas de uns ENTOMBED, são uma das mais sonantes ofertas de “Holy Beast”. A inspiração do death metal da velha guarda está presente, mas a água da fonte foi bebida de maneira original e habilidosa, proporcionando um som muito próprio e criativo. Há de tudo um pouco – líricas obscuras, brutalidade de grande nível e até algum humor.

Em relação ao álbum de estreia, “The Shape Of Hell To Come”, a evolução é muito denunciada e revela um grande potencial de progressão do quarteto de Lisboa. A ‘santa besta’ de álbum que lançam este ano é o mote para ascensão de uma das mais promissoras bandas do nosso país.

Deixo o resto à vossa guarda,
Nuno Bernardo

Classificação: 87/100

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